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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O parto do sossego


não tenho horas certas
de relógio alheio ou meu
mas em fortes badaladas
elas sempre comemoram o solstício
em que te libertaste
do teu desassossego

pariste-o nas minhas mãos
suave e tímido sossego
no êxtase das nossas línguas
num pulsar imaculado em réplicas
de emancipados tremores

não esbanjarei predigo-me
o que me sobra do tempo
a cozer-me no baço fogo da sopa
de vermes da incerteza
nem me sepultarei aceso
num fosso de mortalha alinhavado
quando o teu sossego é intransmissível
é teu é meu só nosso



2 comentários:

tb disse...

Que o tempo restante seja sempre de feliz inspiração.
Devemos viver cada dia dos nossos dias, como se fora o último e quando chega a hora de partir relógios, fazer de cada minuto uma festa. :)
Grata pela visita, deixo um sorriso e um
beijo com votos de longa vida, a este lindo rio que mais parece mar...e ao seu autor.

Janice Adja disse...

Amo o tempo.
E o que mais quero da vida é o tempo, e o movimento do sol brilhante. Quero o tempo mesmo que este tempo seja de um sublime minuto.
Bjs!