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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Calendário de prisioneiro


Até que o teu corpo claro me abrace leão,
enquanto as nossas mãos
voam através das paredes nas asas do beijo original,
temos os pulsos atados em brando lume de sol
pelos sóis que ainda faltam.

Enquanto espero,
vou fazendo cruzinhas num calendário de prisioneiro,
emoldurando em chamas de saudade
o cintilar de cada noite numerada
à medida que as tuas asas te aproximam do ninho.

Mas nesta espera de pulsos, cruzinhas e ninhos,
descobri que as noites não são escuras
porque tenho um calendário pendurado na parede
onde, todos os dias,
acredito que não farei mais cruzinhas.


49 comentários:

Gracita disse...

Bom dia Jaime
No calendário da vida não é preciso fazer cruzinhas basta viver, extrair os bons momentos e ser feliz.
Poema belíssimo!
Um ótimo dia para você
Um abraço

saudade disse...

Quantas Saudades de te ler.... de certeza que deixaras de fazer cruzinhas nesse calendário de prisioneiro..... pois vais em vez disso escrever poemas maravilhosos....
Espero que tenhas tido umas boas férias....
Beijo de....
Saudade

Ana Freire disse...

E se o Jaime está de volta... aqui deste lado, também não faremos mais cruzinhas, no nosso calendário...
Bom tê-lo de volta... esperando que as férias tenham sido excelentes e retemperadoras...
Bastante inspiradoras, certamente o foram... a avaliar pelo post do regresso... lindíssimo poema!
Abraço! Passando por aqui... sempre que a Net possibilitar... ainda nas próximas semanas... para espreitar as novidades...
Ana

ॐ Shirley ॐ disse...

Pois então, Jaime, esqueça as cruzinhas que marcavam distância e agora,
se embriague de amor.
Amei!
Beijos!!!

Marta Vinhais disse...

Porque a luz está sempre presente...E caminhamos sempre à sua procura...
Ainda bem que está de volta...
Obrigada pela visita
Beijos e abraços
Marta

Nal Pontes disse...

Que lindo poema! Parabéns nobre poeta. Amei aqui e a visita
no meu cantinho. Boa noite.

Laura Santos disse...

Olá Jaime!
Desculpe só responder agora à sua amável visita, mas tenho estado ausente do meu blog, e ainda estou, mas voltarei em breve.
Gostei muito dos poemas que li por aqui. Parabéns!
xx

manuela barroso disse...

Nas imagens fantásticas na exuberância desta poesia , creio que estas "cruzes" não passam de símbolos que dão mais luz a esta expansão de beleza poética
Beijinhos , Jaime

Elaine Regina disse...

Rsrs Muito bonito. Gostei, Jaime. Beijos!

Clau disse...

Olá Jaime :)
A esperança do reencontro,
nos fortalece, e faz com que as
noites sejam menos escuras e longas.
Beijos!

Graça Pires disse...

Às vezes saltamos para fora do calendário para preservarmos a fragilidade dos dias... Gostei do poema.
Um beijo.

© Piedade Araújo Sol disse...

calendário ou diário de prisioneiro do amor que com a chegada da amada as cruzinhas se apagarão, dando lugar ao amor.

beijo

:)

Aninha Ferreira disse...

este poema trouxe-me a sensaçao de prisao de estar preso...

Célia sousa disse...

Que as férias tenham sido boas...!
para continuar a escrever as suas belas poesias.

Para quê assinalar o tempo...
Não há como deixa-lo passar...
Como um manso rio de águas claras que vão ter ao mar...!

Beijo

Brisa disse...

Olá amigo Jaime...é bom o ter de volta para ler as tuas belas poesias
Belo poema...
E quem espera sempre alcança,mas por vezes,pelo caminho se encontram espinhos,mas,há sempre a esperança.

Bjo

Ingrid disse...

Sublime prisão.
versos de sentir.
Abraço.

Karocha disse...

Lindo poema Jaime.
As férias foram boas?
E que tal tentar palavras cruzadas ?

Bjocas

rosa-branca disse...

Olá Jaime, adorei este teu poema de amor e saudade. fazer cruzinhas um calendário de muitas vidas. É preciso acreditar...Boa semana e beijos com carinho

Mary disse...

Vivendo na esperança que o amanhã tudo irá se rosolver.
Trazendo pra nossa vida real...´´E sempre assim!

Muito lindo!

Muuuito obrigada pelo carinho da visita!

Bjos e boa noite!

Emília Pinto disse...

A espera é sempre longa quando o motivo dessa espera é importante e as cruzinhas la vao sendo feitas na esperança de que os dias passem. Depois esquecemos as cruzinhas e deixamos o calendário de lado pedindo ao tempo que prolongue o reencontro , parando . Mas ele não nos obedece, amigo e com certeza voltaremos ac calendário e às cruzinhas. Bela poesia, como sempre! Parabéns e obrigada por nos proprcionares tão belo momento. Um beijinho e fica bem
Emilia

Blog da Gigi disse...

Abençoado final de semana!!!!! Abraços

Pedrasnuas disse...

Não ser necessário continuar a fazer mais cruzinhas, é bom!

Jaime, bom fim de semana.

:) Beijo

A Casa Madeira disse...

Oi Jaime não faço cruzinhas mas adoro um calendário;
Por aqui é bem necessário;
Belo poema.
Bom final de semana; e obrigada pela visita lá na casa.
Janicce.

MEU DOCE AMOR disse...

Olá:

Vim ler.Gostei imenso e já tinha saudades.O tempo vai passando e o calendário nos mostra isso.Que os sois te iluminem.

beijinho doce:)

Blog da Gigi disse...

Abençoada semana, Jaime!!!!!! Abraços

helia disse...

Gostei muito deste lindo Poema ! Obrigada pela visita ao meu blog.
Uma boa semana

Suzane Weck disse...

Ola,meu caro amigo meus cumprimentos pela beleza de sua poesia.Que bom saber que aprecias as musicas de filmes mais antigos ......adoro reviver estes clássicos.Meu grande abraço,SU

Silenciosamente ouvindo... disse...

Olá poeta amigo. É sempre muito bom
ler a sua poesia. Seja bem-vindo
ao meu blogue.
Um abraço amigo.
Irene Alves

Suzete Brainer disse...

O voo do amor na transcendência das esperas...
Poema belo com a tua assinatura!
Alegre com a tua volta, Poeta.
Uma semana com muitos voos...
Beijo.

Isabel disse...

A espera é sempre dolorosa.

Gostei do poema:)
Uma boa semana para si:)

heretico disse...

a "escravidão" do amor e seus artifícios...

belo poema.

abraço

Hermínia Nadais disse...

O calendário da vida... muito belo o poema! Obrigada pelas suas sábias palavras. Boa semana! beijinhos

tb disse...

Todos somos um pouco prisioneiros das nossas cruzinhas. Haja quem se queira delas livrar e seja solidário.
Gostei do poema.
Um beijo.

luna luna disse...

Quantas vezes somos prisioneiros da vida em prisões sem grades nesse emaranhado de cruzes que serpenteiam à nossa volta.

Grata pelo teu comentário no meu humilde cantinho, é verdade já são uns bons anos.
Fica dom Deus

carlos pereira disse...

Um bom poema numa ideia original.
Gostei.

Uma estrela errante disse...

Excelente!

Odete Ferreira disse...

Enquanto se espera, há sempre o voo do sonho e este não tem grades!
Gostei muito!
Bjo, amigo :)

Arte & Emoções disse...

Olá Jaime! Só um pouco mais de paciência, e o reencontro acontecerá. Afinal, quem espera sempre alcança.

Abraços,

Furtado.

luisa disse...

Prisioneiro do amor à espera de libertação pelo ser amado.

Ana Simões disse...

Bom dia Jaime. De quando em vez navego neste "rio sem margens" e delicio-me entre maravilhosas palavras.
Grata por visitar meu blog. ou o meu cantinho, como gosto de o chamar... é o meu baú de sonhos, desabafos, alegrias e tristezas...
Parabéns pelo seu cantinho.

Lindo este calendário de prisioneiro.
Felicidades.
Muitas.

Mirtes Stolze. disse...

Bom dia Jaime.
Que bom que está de volta, também me afastei uns dias, devido a problemas familiares, por esse motivo a demora de vim ate aqui. Um lindo poema,as vezes a vida nós coloca preso a situações, passamos a fazer cruzinhas, com a esperança que esses dias passem voando. Beijos.

Labirinto de Emoções disse...

Olá Jaime
Espero que as férias tenham sido boas..:-)))
Não são necessarias cruzinhas nos calendários, há que viver a vida e cada dia como se fosse o último.
Beijinho
Teresa

Genny Xavier disse...

Caro poeta,

Belos versos, tão ricos de imagens que nos reportam para a singularidade do tempo, das amarras que nos prendem e dos sonhos que nos libertam das noites mais escuras...

Abraço.
Genny

Ana Tapadas disse...

Belíssimo na leveza do voo e do afecto.

Beijo

lucibei disse...

Obrigada pela visita e pelo incentivo. Gostei do que li. Abraço poético.

Jaime Portela disse...

Caros amigos
Obrigado pelos vossos comentários.
Voltem sempre.
Entretanto, acabei de publicar novo poema.
Espero que gostem.
Saudações poéticas.

Lia Noronha disse...

E nessas marcas da longa espera...existem rastros de esperanças..o doce sabor do querer...ampliado.
abraços de boa noite meus

Cristina Cebola disse...

Nunca deixe que se rompa o véu da esperança!
Belo pois!!

sub helena disse...

Boa noite, amigo Jaime...

Somos prisioneiros dessa espera, prisioneiros desses quereres e vivemos, almejando o dia que essas amarras sejam soltas ou em alguns casos, que os nós se apertem mais... Acho que essa nossa espera, é o que nós dá sentido, é o que nos faz vivos.

Beijos, lindo texto, adore