Num mar de gaivotas e albatrozes,
enlaçados em maresias de sargaços
num batel à bolina de ventos de feição,
mergulhámos,
despidos,
na emoção da transparência de corais.
E quiseste apertar-me no teu peito
ao som de cílios em desejo,
acesos no querer aportar
ao cais dos meus braços, que acreditaram,
sem ondas, na brisa
que daria vida às velas do nosso abraço.
E quando a noite subia
ao monte de Santa Luzia,
houve sempre um farol,
do Bugio ou da Senhora da Agonia,
a alumiar-nos na espuma e nos recifes
das voltas do vira.
Quero-te,
minha flor de sal,
a navegar ao sabor de ventos e marés
com o teu castelo à vista,
zarpando do quebra-mar da Ribeira
comigo a beber o teu canto de sereia.