Não quero o teu corpo comprado
numa cama limpa, sem vida, sem beijos.
Do teu sangue, não sentiria a desordem,
apenas o ruído equivalente.
Nem da tua carne beberia a sede
ou o galope de corcel desenfreado.
Serias virgem em chamas simuladas
não ateadas pelo meu fogo real.
Serias atriz cronometrada
enquanto eu,
artista principal,
te possuía com um papel secundário.
Tal como tu,
Tal como tu,
não te quero. Nem te conheço...
E, mesmo assim, eu gosto de ti.
Eu sei, não podes ser diferente.
Nem serias prostituta
com tanto homem na mente…