Ao
amor, no seu perseverante deambular
por
curvas não equacionáveis,
não
devemos obrigá-lo a acomodar-se,
para
que, no seu mar nem sempre chão,
possa
emitir o seu lamento ou a sua exaltação.
Deixemos
o amor livre como a onda
que,
ao inútil e utópico propósito de ser colhida,
prossegue,
impávida, a sua equação
na
lealdade ao ignorado fulcro que a gerou,
resistindo,
até, às falaciosas voltas que o vento inventa.
Seja
o amor, então, o epicentro da emoção
sem
se apartar da razão inexplicável de si próprio
e
desfrute das chamas que o seu fogo incita e alimenta
na
sua combustão interminável,
porque
é nuclear e não vem de um sol que arrefeça.