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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Sonhos


emoldurei o produto dos meus sonhos
para os pendurar na parede da verdade

agora sou livre para continuar a perseguir novos sonhos
diferentes molduras e mais sonhos ainda

até que a parede já não comporte mais sonhos encaixilhados
e tenha de construir novas paredes

sem descurar alicerces cofragens vigas e colunas
que a verdade precisa de ser bem segura
consolidada e resistente
para não deixar cair os sonhos nas ruas da amargura



1 comentário:

Janice Adja disse...

Gostaria de entender os por quês de tanto desejo de erguer-se.
Levantar-se forte de uma prisão visível. Sentir isto em todos poemas.
Descurar da liberdade deixa a vida frágil e assim os sonhos e as realidades despencam sobre o solo.
Posso não ter entendido, pois a poesia nos deixa livre para a interpretação.
Felicidades.