Não
acredito em profetas,
da
fortuna ou da desgraça,
e
nos céus e infernos do futuro
que
me apontaram outrora.
Não
acredito no impossível
e no
fim do mal pelo bem
sem
espinhos sangrentos
que
rasguem fundo a carne.
Mas
acredito em tudo
o
que é imortal num momento
e em
amores, mesmo absurdos,
encontrados
com a bênção do luar.
E
piamente acredito
que
só o saber de bom uso,
sabiamente
abraçado à honestidade,
nos
fará, sem receio, acreditar.