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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Acordei


Acordei, nos teus lábios,
a língua das minhas falhas embaraçada,
arrependida.
No meu cérebro, o sol explodiu libertado
num mar de estrelas que te dei,
para lavarmos,
crianças, as tuas mágoas sofridas.

Percorri-te o corpo do meu descuido sentido,
devolvi-te o branco
para que regressasses à pureza original.
Ansiaste, então, pela entrega abandonada,
numa sinfonia indestrutível de sons,
que preservaremos,
sem estigmas, em sinopses do porvir fortalecido.


1 comentário:

Elaine Regina disse...

Realmente, às vezes erramos com quem amamos... Mas as mágoas passam, e o amor supera tudo. Mais um poema magnífico.