Translater

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

O peso dos sonhos



Terão sido as visões,
que assimilámos de tanto observar
as aves a voarem sem medo,
que nos mostraram
o peso dos sonhos.
Com a pedra lascada
e com o sílex na ponta de um pau,
sonhámos com a recompensa neolítica
do coelho que nos fugia
e com a leveza de um corpo com asas.
Agora,
continuamos a sonhar,
mas com o porvir da mudança
e com a dilatação das margens dos rios
que nos correm por dentro.
Mais tarde,
pesaremos o resultado dos sonhos e,
só então, veremos se fomos capazes
de apanhar muitos coelhos
e de voar sem medo como os pássaros.


37 comentários:

Os olhares da Gracinha! disse...

Voar sem medo de preferência mesmo em poesia... Bj

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

Um belo poema amigo Jaime.
Um abraço e continuação de uma boa semana.

Andarilhar
Dedais de Francisco e Idalisa
O prazer dos livros

Magui disse...

Talvez o medo nos faça ser mais cautelosos
Beijo

Isamar disse...

Por vezes os sonhos podem ser pesados, mas também podem ser leves, tão leves que nos alegram a alma.
Lindíssimo poema, muito prazeroso de ler.
Bom fim-de-semana Jaime!
Beijinhos

Majo Dutra disse...

Que fique bem longe esse tempo de avaliação...
Por enquanto, sonhemos! Afinal, somos capazes de voar...
Um poema interessante e engenhoso, que induz a reflexão.
Dias de Dezembro ótimos e agradáveis.
Abraço, Amigo.
~~~~

Andreia Morais disse...

Uau! Que poema fantástico. Gostei imenso *-*

Continuação de boa semana*

Cidália Ferreira disse...

Um poema muito interessante! Amei!

-
Sonhos perdidos na inocência ...
Beijo e uma boa noite!

Fá menor disse...

Não deixemos nunca de sonhar, muito embora haja por vezes a tentação de desistir.
Se não sobrarem coelhos, nem os voos dos pássaros nos visitarem, ao menos tivemos os aconchegos na alma que os sonhos sempre proporcionam.

Beijinhos, Jaime!

Pedro Luso disse...

Mais um de seus belos poemas, amigo Jaime, que provoca o leitor e a leitora já nos seus primeiros versos, que peço permissão para transcrevê-los:

“Terão sido as visões,
que assimilámos de tanto observar
as aves a voarem sem medo,
que nos mostraram
o peso dos sonhos.”

Parabéns ao Poeta!
Uma boa sexta-feira, caro Jaime.
Um abraço.
Pedro

Maria Emilia B. Teixeira disse...

Sonhar enquanto vivo estamos.
Bom fim de semana. Bjs.

Pedro Coimbra disse...

Sonhar, mesmo acordado, é uma das minhas actividades favoritas.
Aquele abraço, bfds

Marta Vinhais disse...

Temos que continuar que sonhar.... para vivermos...
Obrigada pela visita...
Beijos e abraços
Marta

Graça Pires disse...

Os rios que nos correm por dentro é que nos fazem voar sem medos… Magnífico, Jaime!
Um bom fim de semana.
Um beijo.

teresa dias disse...

Magnífico, meu amigo!
Lamentavelmente eu penso que o peso do resultado dos sonhos não será lindo de ver.
Tenhamos esperança. E bons e inspiradores sonhos!
Beijo, bom fim-de-semana.

Manuel Veiga disse...

grande classe, caro Jaime Portela
um poema de elevadíssima categoria.

chapeau! gostei muito

abraço

Sandra May disse...

Um maravilhoso poema, como todos os que já li.
Um forte abraço, Jaime!

Marli Terezinha Andrucho Boldori disse...

Boa tarde, Jaime, palavras bem escolhidas para descrever o que diz seu poema.
Penso que é necessário sonhar e voar, mesmo que tudo seja onírico.
Existe sempre a esperança de que tudo volte a ser flores, ou pelo menos
aconteça. Grande abraço!

R's Rue disse...

Pretty.

Mariazita disse...

Desde os primórdios que o Homem sonha... e só assim "o mundo pula e avança"...
O teu belo poema faz-nos lembrar que é necessário não perder a esperança num mundo melhor. Para isso... temos que continuar a sonhar. Talvez um dia consigamos voar...

Desejo bom Fim-de-semana, querido amigo Jaime.
Beijinhos
MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

SOL da Esteva disse...

Sonhar já é "(...)voar sem medo como os pássaros."
São os sonhos que nos guiam na caça aos coelhos que nos escapam.
Belo.



Abraço
SOL

Humberto Maranduva disse...

Quanto mais pesado é o sonho maior será a perplexidade que envolve o pesadelo de sonhar acordado.
Mas os sonhos vão e vêm como a pendularidade oscilatória da ligação congruente e progressiva entre o passado e o presente, na senda do sonho do futuro que se almeja.

Bom fim-de-semana.

Larissa Santos disse...

O sonho comanda-nos. Poema sublime :)) Parabéns :))

Hoje : Procuro no meu pensamento palavras tuas

Bjos
Votos de um óptimo fim - de - semana

Ana Tapadas disse...

Gosto deste novo estilo e, particularmente, da forma como abordas os temas.
Belo poema.

Beijo

Ulisses de Carvalho disse...

E quem dera pudéssemos ser como esses pássaros, Jaime. De certa forma, somos, ainda que sem a incrível capacidade de voar, apesar de que, de modo figurado, voamos, e voamos bem alto quando queremos, inclusive através dos sonhos, esses que sonhamos dormindo e também acordados e que são tão fundamentais para as chamas das nossas forças e desejos de vida se mantenham acesas. Belo poema, um abraço.

Mar Arável disse...

Os pássaros não sonham
mas alguns de nós sonham ser pássaros
Abraço

tulipa disse...


OLÁ JAIME

no próximo sábado dia 14 vai ser o lançamento de um livro de poesia
patrocinado pela Câmara que convidou os Munícipes a escrever poemas
Participei com 5 poemas

A ver vamos como vai ficar o livro
é surpresa.

Não tenho a veia que tens
mas, de quando em vez vou tentando

Sobre a tua e o peso dos sonhos
só posso dar-te os Parabéns
como sempre linda e inspiradora

Há posts novos aqui:
http://momentos-perfeitos.blogspot.com/
 
http://pensamentosimagens.blogspot.com/ 

Beijinhos da Tulipa
Boa semana e dias lindos

betonicou disse...

O medo nos quebra as asas… Olá Jaime. Poema sublime, como sempre. GRande abraço. Feliz semana.

Ana Freire disse...

Infelizmente, Jaime, receio bem que o preço dos sonhos dos homens... nos custará... a próxima extinção em massa... afinal de contas... também foi graças a uma outra extinção em massa, que a raça humana pôde desenvolver-se... sem fazer parte da cadeia alimentar... dos dinossauros... :-)
No fim... e no limite... a Natureza sempre tem a última palavra a dizer... e acabará por repor o equilíbrio... de que o planeta necessita... com ou sem a presença do Homem... vitima dos seus sonhos... mais inconscientes, pelo menos...
Um formidável poema, sobre uma temática, cada vez mais preocupante... o custo para as gerações futuras... dos nossos sonhos, no presente!...
Beijinho! Feliz semana!
Ana

Emília Pinto disse...

Não sei, Jaime...sempre me considerei uma pessoa pouco sonhadora, muito realista; nunca fui capz de me imaginar un dia ser isto ou aquilo, ter uma coisa ou outra, assim daquelas só possíveis com o euro milhões; só me lebro de sempre ter desejado ser mãe e fui, dizia que, quando crescesse seria professora e não fui; arrependi-me, mas a culpa não foi do sonho, mas, sim de uma escolha errada. Não pode ser considerado um sonho, claro, mas a única coisa de que tenho medo é de morrer; como diz Gilberto Gil " nao tenho medo da morte, tenho, sim, medo de morrer "e eu acrescentom com sofrimento. Nunca sonhei voar, não qiero ser pássaro, mas, se tenho direito a um
sonho, então será veste...que a morte chegue serena e com suavidade me carregue...com certeza não será para as alturas.
Um beijinho, Amigo e, já que estamos nesta quadra, deixemos para as crianças os sonhos que têm tido com o papai noel, descendo de trenó com o saco cheio de presentes.
Lindos os poemas, este e o anterior que, claro, também li. Parabéns, poeta amigo
Emilia



saudade disse...

Nos teus poemas dá sempre para voar sem medo...
Boa semana amigo
Beijo

Anete disse...

Um bonito poema! O ser humano precisa sonhar sempre e voar com “os pés no chão”... Coisa boa é olhar para trás e ver passos que demos com perseverança e com o desejo de crescer.
Uma boa semana... Muita paz... Abç

Isa Sá disse...

A começar a semana com mais um bonito poema!
Isabel Sá  
Brilhos da Moda

Teresa Almeida disse...

É a poesia que nos permite a experiência de sonhar e de voar.
E, assim, somos mais felizes.

Um beijo, meu amigo Jaime.

Arte & Emoções disse...

Oi Jaime! Passando para apreciar mais um dos teus belos poemas. Gostei!.

Abraços e uma ótima semana para ti e para os teus.

Furtado

Olinda Melo disse...


Caro Jaime

Uma incógnita, realmente. Do que fomos capazes, já sabemos.
Trabalhar a pedra, fabricar lanças pontiagudas para a nossa
própria sobrevivência. Quando começámos a querer muito
mais que isso, tornando-nos acumuladores gananciosos,
algo se quebrou dentro de nós. E o medo de não conseguirmos
ultrapassar essa tendência é que nos tolhe. O desejo de voarmos
como pássaros caiu por terra como as asas de Ícaro. E o
dédalo das nossas vidas aí está para o comprovar.
Por isso, é urgente que nos reinventemos.

Belo o seu poema, amigo Jaime.

Abraço

Olinda

Elvira Carvalho disse...

Sonhemos com, o melhor enquanto arregaçamos as mangas e nos preparamos para lutar por isso. Porque de contrário...
Abraço

rosa-branca disse...

Esse peso não tenho, pois há muito deixei de sonhar, mas adorei o teu poema. Jaime, bom fim de semana e beijos com carinho