Translater

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Daqui a mil anos [337]

 

Daqui a mil anos,

o que pensaremos de nós?

Veremos mais o que vivemos

ou o fechar de olhos

aos amores que nos bateram à porta?

O tempo que transpirámos

a construir e a destroçar

ou o que perdemos a hesitar?

 

Daqui a mil anos,

ainda será visível o efeito

das nossas asas de borboleta?

Sentiremos vestígios

do impulso do nosso dente

na roda da engrenagem mandante?

Sentiremos, finalmente,

o que agora não sentimos?

Veremos a vida que não vivemos?

 

Daqui a mil anos,

do que falaremos nós?

Dos deuses que não existem

ou dos demónios que carregámos em vida?

Da beleza da alma

ou da intemperança do corpo?

De quem falaremos?

Dos bons e dos maus? Ou dos fracos?

 

Daqui a mil anos, vem ter comigo,

porque agora não te sei responder.

E hoje, apenas sei

que há uma verdade escondida

em cada coisa que vejo.



49 comentários:

chica disse...

Lindo poema,Jaime e há tanto que não pode ser respondido e creio ,nem daqui a mil anos...abraços, chica

" R y k @ r d o " disse...

Ora bem. Daqui a mil anos quando nos voltarmos a encontrar falaremos abertamente sobre todas essas justificadas interrogações, pois agora só poderei dizer que:

"" ... há uma verdade escondida em cada coisa que vejo.""
.
Cumprimentos poéticos
.
Pensamentos e Devaneios Poéticos
.

Ana Freire disse...

Uma belíssima e reflexiva inspiração...
Mas uma coisa é certa... daqui a mil anos... continuaremos sem ter visto tudo ainda!... Pois cada um de nós... vê apenas uma pequena parte... de um todo bem maior... que sempre esbarra no mundo dos outros... e tal... continua sendo um verdadeiro enigma... e um desafio para o conhecimento... vermos o mundo, com outros olhos e valores que não os nossos... tal é extremamente desafiante... mas também tão impossível para muitos, que apenas conseguem descortinar o que se passa na sua própria esfera, e julgam tudo o mais, por tão distorcidos parâmetros!...
Adorei este poético, salto para o futuro! Beijinhos! Continuação de uma feliz semana!
Ana

Graça Pires disse...

Daqui a mil anos também irei ter contigo, meu Amigo Jaime, para me dizeres o que não sabes agora. Muito original o teu poema.
Muita saúde.
Um beijo.

Maria Lucia (Centelha) disse...

Poema instigante sobre o futuro longínquo. De como estaremos, o que estaremos pensando....Se o poeta versa sobre o que "pensarmos nós" significa que sabe que estaremos lá no futuro. Que bom !! A imortalidade é a nossa glória e meta.
Adorei Jaime Portela.
Beijo doce.

Ygraine disse...

Dear Jaime, how this gorgeous poem spoke to my Soul!!😊😊
My pledge is that, in a thousand years, I will return to you and ask the all important question again. And, perhaps, our awareness will have evolved sufficiently by then to have understood the hidden truths that bind us together...
Oh WOW...I have read this ten times already...and will, I know, be drawn back here many, many more times...

Stay safe and happy, dear friend 😊😊

Kisses xxx

Isamar disse...

Se cá estivéssemos daqui a mil anos, continuaria a dizer que o querido amigo Jaime escreve esplendorosamente bem!
Gabo-lhe a inteligência e inspiração poética, que parece não esgotar, parabéns!
Desejos de um fim-de-semana feliz!
Beijinho

Cidália Ferreira disse...

Como diz a Lúcia, uma poema bem instigante. Pois quem sabe se daqui a mil anos nos voltamos a encontrar :))
.
Numa saudade que só tu sabes a dor
.
Beijos, e um excelente dia.

Fá menor disse...

Pertinência de texto.

Onde estará a Humanidade daqui a mil anos?

"Mil anos [Senhor] a vossos olhos
são como o dia de ontem que passou
e como uma vigília da noite."
[Do Salmo 89 (90)]

Que daqui a mil anos sejamos todo o Amor que agora não somos!

Beijinhos, amigo Jaime!

Marli Terezinha Andrucho Boldori disse...

Olá, Jaime, um poema onde a criatividade invade cada verso.
Um tema excelente para lermos, pensarmos e refletirmos.Como será daqui a mil anos?
Vou querer com certeza, encontrar com você para falarmos sobre esse assunto.Porém, creio que ainda haverá muita coisa a ser desvendada ou a nós revelada, sou curiosa com este assunto, por isso quero estar, num futuro distante colocando as ideias, que aqui surgem com muita sapiência.
Excelente o seu poema.Abraço!

Dalva Rodrigues disse...

Excelente, meu amigo! São questionamentos que deveríamos ter a cada dia vivido, ao acordarmos e nos darmos conta de que estamos vivos.
Essas verdades ( e buscas por elas) são tão pessoais e as coletivas deveriam nos colocar a refletir no que estamos produzindo quanto seres pensantes neste mundo.
Será que haverá mundo daqui a mil anos? Planeta, com certeza.
Tenho minhas dúvidas se haverá humanos e nem quero pensar em como seremos como sociedade.
Particularmente, uma vida só já está de bom tamanho.

Parabéns, mais uma bela postagem cheia de questionamentos importantes.
Abração, Jaime!

José Carlos Sant Anna disse...

Pois é, Jaime daqui a mil anos, quando, muitas vezes, não temos respostas para o hoje ou manhã. E quantas verdades se escondem em cada coisa velada?
Um belo texto, caro poeta!
Um abraço,

manuela barroso disse...

E concluiste da melhor forma possível o teu poema tao pertinente.
Se hoje o tempo nos traz tantas interrogações, e os palpites dos homens tantos sobressaltos , talvez Algo mude para tendo em vista um almejado equilíbrio.
Como apreciei !
Para ti, um beijo!

Porventura escrevo disse...

O ser humano daqui a mil anos, se existir. N vai ser decerto neste planeta. Será muito longe daqui.
Pertinente Jaime

Portugalredecouvertes disse...

Olá Jaime
eu diria nem precisa de mil anos,
tudo muda tão depressa
a realidade ainda será real, ou será inventada, imaginada..
tantas interrogações que trazem ansiedade e esperança

J.P. Alexander disse...

Bello poema invita a pensar ojala dentro del mil años la humanidad sea más sabia aunque lo dudo. Te mando un beso

Lucia disse...

Olá Jaime.
Não sei do daqui a 1000 anos. Sei do dia de hoje, e não posso prever o de amanhã. Portanto meu amigo.
Só sei:
"Daqui a mil anos, vem ter comigo,
porque agora não te sei responder.
E hoje, apenas sei
que há uma verdade escondida
em cada coisa que vejo."
Boa noite e feliz dia de amanhã para você.
Gratidão por sua visita e palavras.
Beijos!!

Toninho disse...

Bonito e enigmático com muita arte amigo.
Show de criatividade na inspiração.
E assim lá saberemos.
Muito bom.
Abraços e boa semana.
Cuide-se

Pedro Luso disse...

Olá, amigo Jaime, esse seu poema, tão bem construído, cujo conteúdo não perde para a forma, leva-nos à reflexão.
Daqui a mil anos o que pensarão de nós? A resposta certamente não será simples, tampouco podemos dizer que não será sequer aproximada com o que pensamos.
Esse excelente poema foi construído para pensarmos, daí a sua importância.
Parabéns, poeta.
Um ótimo final de semana, com saúde.
Grande abraço.

Pedro Coimbra disse...

Como a Angela eu também me questiono acerca do que pensaremos daqui a ... dez anos.
Abraço, bfds

Marta Vinhais disse...

Daqui a mil anos...continuaremos à procura da verdade... Qual verdade?
Não sei... mas continuaremos a ter esperança...
Lindo...
Obrigada pela visita
Beijos e abraços
Marta

Magui disse...

Quem sabe daqui a 1000 anos, não nos voltaremos a encontrar nas esquinas da vida?!
Bom fim-de-semana
Beijo

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

Gostei destas interrogações no tempo.
Um abraço e bom fim-de-semana.

Andarilhar
Dedais de Francisco e Idalisa
Livros-Autografados

São disse...

Parabéns por um dos teus melhores poemas, querido amigo!

Daqui a um milénio qual será a opinião sobre o que somos e o que fazemos ?

E será que ainda existimos?

Abraço grande e bom final de semana

Maria Dolores Garrido disse...

Prefiro esperar mil anos!!!
É que hoje há tão poucas respostas para tantas interrogações!
Ou será que, daqui a mil anos, já se multiplicaram por mil???
Um abraço, Jaime, e bom fim de semana.

Lígia Casaca disse...

Excelente poema, também não faço prognósticos desses. Daqui a mil anos , são muitos anos... haverá planeta terra? Haverá humanidade? Quanto a verdades escondidas... Não sei...

Jaime, bom fim de semana.
Beijo

yonosoymillenium disse...

1000 años son muchos años

lua singular disse...

Oi amigo,
Daqui mil anos pensarão que fomos loucos selvagens.
Beijos
Lua Singular

Megy Maia disse...

Boa noite, caro amigo Jaime!
Tantas perguntas sem respostas!
Mas, daqui a mil anos o Planeta ainda será sustentável!
Gratidão e muita esperança!
Beijinhos!

lua singular disse...

Oi Jaime
Ainda eu vou aprender a perdoar.
Não é fácil, pois quando a pessoa quer ajudar em qualquer coisa, ela responde. Não precisa, eu vou a escola aprender. Depois desta é ficar quietinha.
Beijos
Lua Singular

Sandra Figueroa disse...

Preguntas sin respuesta, mejor vivir el hoy que nos regala la vida. Saludos amigo Jaime.

Beatriz Pin disse...

Daqui a mil anos? Mudarão tantas coisas mas não por isso a humanidade serão melhor nem pior. Somos, apenas nada.
Um poema que convida à refleção.
Bom fim de semana, amigo poeta.

Mariazita disse...

Jaime, meu querido amigo, daqui a mil anos fala comigo e veremos as respostas que terei para te dar.
Até lá... continuemos a sonhar e, tu, a escrever belos poemas!

Bom Fim de Semana.
Beijinhos
MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

SOL da Esteva disse...

Daqui a mil anos, comungaremos um mesmo sentir, uma vida renovada, uma eternidade completa.
Fantástico Poema.
Parabéns, Jaime.

Abraço
SOL da Esteva

© Piedade Araújo Sol disse...

JP

Muito original o poema.
Daqui a mil anos, nós já não seremos nós, mas outros serão ou estarão em nosso lugar.
Belo e criativo!
Um bom fim-de-semana com paz e saúde.
O resto vem por acréscimo.
Beijinhos

:)

Maria Rodrigues disse...

Inspirado, lindo e interessante poema. Até lá vamos tentar viver o melhor possível o presente.
Bom fim de semana
Beijinhos

Majo Dutra disse...

Em 1 900 estavam a iluminar as cidades com luz elétrica, surgiram os carros e o cinema... A poesia perdurou -- quanto mais barulho, mais necessidade de poesia...
O mundo será mais séptico, mas ainda perigoso... Desconfio que a ONU nunca consiga resolver os problemas de insalubridade na Índia e África...

Eu penso que se vai pensar menos, já que os governos têm falhado, será a vez dos robots...
Um excelente tema reflexivo...

Ando a despedir-me por um tempo... Tudo explicado nos meus blogues...
Saúde e um verão agradável e feliz.
~~~

lua singular disse...

Oi Jaime,

Daqui a mil anos sereia caveira mais linda do Universo.kkk
Beijos no coração
Lua Singular

Amélia disse...

Mais um belo poema que me encantou a ler, daqui a mil anos amigo Jaime continua a escrever belissimos poemas rsrs.
Beijinho, bom fim de semana

Meulen disse...

Interesantes palabras y sentido de la vida...
dentro de lo que aspira la poesía, sabrá a su tiempo que el Hacedor de todas las cosas habrá puesto su orden ...
y el hombre al fin haya podido alcanzar su comprender el poder de esa gloria y su trascendencia en la propia existencia...

Saludos desde Chile.

Meulen.

SILO LÍRICO - Poemas, Contos, Crônicas e outros textos literários. disse...

Eu creio que em mil anos,
Amigo Jaime Portela,
Ainda lembrarei dela
E entre os desenganos
Esses dois seres humanos
Creio que ainda viverão
O amor, grande paixão
Cultivada no presente
E por mais que os anos aumente
Viveremos a união.

Belo poema, amigo! Parabéns! Abraço cordial. Laerte.

Olinda Melo disse...


Sim , daqui a mil anos o que dirão de nós os vindouros?
Os vestígios que deixarmos da nossa passagem como serão
olhados e que leitura suscitará?
Incógnitas...
Enquanto vivermos procuremos proceder em sã consciência
com a vontade plena de deixarmos um legado que não envergonhe
quem depois vier.

Poema inspirador, que eu considero uma chamada de atenção,
no sentido de reflectirmos sobre o que andamos a fazer por cá.

Gostei muito, amigo Jaime.
Abraço
Olinda


sobre o que

Rosemildo Sales Furtado disse...

Mil anos é muito tempo amigo Jaime. Acredito que o mais importante é orarmos e pedirmos a DEUS para que, na época, tenhamos um mundo bem melhor, mais justo e mais humano. Belo e próprio para reflexão o teu poema. Parabéns!

Abraços e uma ótima semana para ti e para os teus.

Furtado

Marli Franco disse...

Boa tarde Poeta Jaime belíssimo poema reflexivo em varias vertentes dos momentos atuais.
"Daqui a mil anos, vem ter comigo,

porque agora não te sei responder.

E hoje, apenas sei

que há uma verdade escondida

em cada coisa que vejo."


Existe muitos segredos nas asas do tempo que distraidamente caem nas mãos do Poeta.
parabéns pelo talento e fantástico trabalho!






Se cuida
Uma boa semana
bjs de violetas

Emília Pinto disse...

Ai, ai, ai, Jaime, que perguntas fazes neste poema...daqui a mil anos o que pensarão de nos...daqui a mil anos como julgaremos a nossa passagem pela vida, as nossas atitudes, comportamentos e acções? É um tempo infinitamente grande e nem vale a pena preocuparmo-nos com isso; se não somos capazes de fazer uma reflexão sobre as nossas aritudes durante o ano que passou e muito menos, parar e reflectir para que amanhã não voltemos a cometer os meus erros, como queres tu que estejamos preparados para semelhante " empreitada "? O ser humano não está para perder tempo com assuntos muito profundos, com temas que não lhes tragam beneficios agora. Sabes o que digo quando vejo o absurdo de milhões que se gastam com tantas idas aos outros planetas, quando há milhões de pessoas a passarem fome? Digo que, se não temos capacidade de cuidar do nosso planeta para quê descobrir o que se passa nos outros? Um chega e já há muito pede socorro. Portanto, Amigo Jaime, esquece os " mil anos e pede menos; quem sabe, assim, alguém tentará ajudar-te com essas questões tão complexas. Beijinhos, Amigo e SAÚDE para todos. Gostei muito!
Emilia

Reflexos Espelhando Espalhando Amig disse...

Jaime,
Daqui a mil anos
certamente falarão
de nós e de nossos
atos, mas através
de nossa Poesia.
Bjins
CatiahoAlc.

Kinga K. disse...

Bonita reflexión ❤

Ailime disse...

Boa tarde Jaime,
Um belíssimo poema com uma questão bem pertinente.
Daqui a mil naos o que pensaremos de nós?
Decerto outros por nós pensarão que foi uma sociedade com tanto e que tão pouco deu.
Beijinhos e bom fim de semana.
Ailime

teresadias disse...

Daqui a mil anos outros escreverão poemas como as mesmas interpelações.
Excelente poema, Jaime!
Beijo.