Há pequenezas,
frequentes na vida,
inutilidades do comum dos mortais
e do político vulgar,
tal como fazer uma piscina sem licença
ou receber avenças a governar,
que são poalhas
que terminam em feições
apagadas e caricatas
na torpeza e na desonra da vida.
À poeira da procissão
somam-se jovens névoas no horizonte,
a escurecer de exames,
fragatas, incêndios,
habitação e saúde,
e as zagaias cintilam
cada vez mais perto,
à distância
de um quarteirão de coragem.
© Jaime Portela, Agosto de 2026
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