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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Há pequenezas [683]

 


Há pequenezas,

frequentes na vida,

inutilidades do comum dos mortais

e do político vulgar,

tal como fazer uma piscina sem licença

ou receber avenças a governar,

que são poalhas

que terminam em feições

apagadas e caricatas

na torpeza e na desonra da vida.

À poeira da procissão

somam-se jovens névoas no horizonte,

a escurecer de exames,

fragatas, incêndios,

habitação e saúde,

e as zagaias cintilam

cada vez mais perto,

à distância

de um quarteirão de coragem.

 

© Jaime Portela, Agosto de 2026


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