Por vezes,
converso comigo
nas noites apuradas da fantasia,
em palestras relaxadas de lusco-fuscos
com auditórios hipotéticos.
E questiono-me:
qual a razão dos cientistas
não terem vontade de explorar
matérias inexistentes,
tal como fazem os políticos?
A ética apenas existe
porque é uma invenção dos puritanos?
A realidade encerra-se apenas
naquilo que é orgânico
ou conseguimos ver a alma
numa escultura?
A alma precisa de vida?
Ou é a vida que precisa de alma?
A serenidade,
a inteligência contemplativa,
a discrição, a tranquilidade,
o mistério, a ambiguidade,
a moderação emocional,
poderá ser o retrato
da alma da Mona Lisa?
© Jaime Portela, Agosto de 2026
4 comentários:
A alma é algo que anda distante destes autómatos em figura humana que nos apresentam todos os dias.
Um abraço, boa semana
Linda poesia e o enigmático sorriso da Mona Lisa não sabemos. o motivo
abraços, linda semana, chica..
Me gusta mucho :)
Boa tarde meu querido amigo português e poeta Jaime. Obrigado pela visita e comentário. A serenidade é a melhor, parte que eu gostei do seu texto. Uma excelente tarde de segunda-feira, para você e todos os seus familiares em Portugal e um grande abraço do seu amigo carioca.
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