Neste delírio, que me queima,
reciclo as tuas imagens com a inalação
de drogado no perfume que derramas
entre as fibras do meu sonho.
És a lava de uma praia,
és areia incandescente
que eu beijo feito mar em fumarolas,
envolvendo e entranhando
cada poro do teu ser.
De tão nua,
és a princesa que se embrulha
na devassa da loucura que em mim lavra,
porque visto a beleza
dessa alma que me espreita libertária
e escondo essa nudez de sortes feita
a embelezar a tua fronte,
à qual me rendo paladino e feudatário.
© Jaime
Portela, Abril de 2022