Vassalos de Deus ou do Diabo,
cai sobre nós um óleo de rícino
fritando as oportunidades
que se queimam num lago inquinado
como se fossem pétalas fenecidas.
Se está calor ou frio,
os caminhos não são os mesmos.
Se juntarmos a chuva e o vento,
aleatórias mudanças são renovadas,
porventura apenas observadas
no âmago do sentir metafísico.
Tudo acontece porque está frio ou calor
ou porque nos cruzámos com alguém.
Procuramos o rumo no jogo da vida
como se fôssemos
uma das 22 bolas na mesa de um bilhar,
mais o capricho do giz
nem sempre bem colocado no taco
e pronto para rasgar o pano da lucidez.
Não sabemos para onde vamos,
mas chegaremos ao fim
como a bola que entra no buraco,
que jamais daí sairá
porque não haverá nova partida.
© Jaime Portela, Abril de 2026
30 comentários:
E se não houver nova partida...o resultado fica como está! 👏👏👏😘
Linda e bem reflexiva poesia e o final diz tudo: sem saber como e onde, chegaremos ao fim!
abraços, linda semana, chica
Siamo traiettorie sbieche nel caos, spinte da mani che non vediamo. Eppure ogni urto ci scolpisce, come se il destino avesse bisogno del nostro inciampo.
Buona settimana
Os caminhos são muitos mas o final deles vai dar sempre no mesmo lugar. O buraco.
Excelente poema!
Gostei!
Boa semana
Gostei do poema, mas penso que não jogamos tudo numa só partida.
Meu caro Jaime, te abraço, boa semana :)
Boa tarde poeta Jaime. Concordo plenamente, que chegaremos ao fim. Uma excelente tarde de segunda-feira e um grande abraço do seu amigo brasileiro.
Mas a esperança num amanhã melhor mantém-se viva.
Abraço, boa semana
Un fantástico y excelente poema.
Realmente profundo y bueno.
Feliz semana.
Un abrazo.
Tradução: Somos trajetórias distorcidas no caos, impulsionados por mãos invisíveis. Mesmo assim, cada impacto nos molda, como se o destino precisasse do nosso tropeço.
Tenha uma boa semana.
Beautiful blog
Please read my post
I really loved this! Thanks so much for sharing!
Os nossos caminhos nunca são certos. Há muitas estradas por onde prosseguirmos. No entanto, por vezes as nossas escolhas são as menos acertadas. Faz parte da vida.
Gostei bastante do poema, amigo Jaime.
Votos de boa semana!
Abraço de amizade.
Mário Margaride
Olá caro Jaime.
Um bom poema.
No fim, fica uma ideia de que, mesmo sem saber o caminho, todos chegamos a um destino inevitável.
Muito bom amigo poeta.
Boa semana.
Beijo!
Que poema intrigante, forte e que nos induz à reflexão!!
Obrigada Jaime, tem um talento grandioso!
Maravilhosa semana!
O poema fala da incerteza da vida, das escolhas e do destino inevitável.
Com metáforas de calor | frio, chuva | vento e do jogo de bilhar, ele diz-nos que seguimos caminhos aleatórios e imprevisíveis, construindo sentido enquanto a vida avança.
No final, aponta para um fim definitivo e inevitável, como uma bola que entra no buraco e não sai, indicando que não haverá nova partida.
Magnífico poema, absolutamente perfeito.
Boa semana também para si, Jaime.
Um abraço.
Nessa vida temos que decidir um caminho pra trilhar, porém temos que primeiro fugir do buraco, Jaime feliz semana abraços.
We are all in limbo and the demons never relinquish their political thrones.
(ꈍᴗꈍ) Poetic and cinematic greetings.
El agujero negro que me engullirá cada vez más cerca...
Saludos.
Um poem para refletir.
Isabel Sá
Brilhos da Moda
Podemos desafiar a sorte... mas no fundo, o fim está sempre presente....
Interessante como sempre...
Beijos e abraços
Marta
Vassalos, não escolhem dono, tanto pertencem a uma fação como a outra. São marionetas nas mãos de quem os influenciam e , sobretudo, muito, muito da família dos camaleões.
Beijinhos, amigo Jaime.
Boa tarde Jaime,
Um poema magnífico com uma imagética muito rica.
O poema reflete sobre a vida como algo incerto e pouco controlável, onde somos influenciados pelo acaso e pelas circunstâncias. Mostra que, apesar de procurarmos um rumo, somos como peças num jogo, acabando inevitavelmente no mesmo destino final.
Beijinhos, meu amigo e Grande Poeta.
Continuação de boa semana.
Emília
Olá Jaime
Sabemos que chegaremos ao fim
Mas a travessia é luminosa
Nela colhemos o dia.
Parabéns pelo lindo poema
Abraço.
Esta é a sociedade do conflito e... do lucro.
Boa semana
Um abraço.
Nem sempre somos " fixes " e nem sabemos se somos " vassalos de Deus ou do Diabo ". Andamos neste mundo de loucos fazendo as escolhas que achamos certas, mas a vida troca-nos as voltas e lá vamos nós, tentando iludi-la. Mas, as guerras estão aí, não dando a milhares de pessoas a oportunidade de caminharem até ao fim natural; são mortas antes do tempo por canhões e mísseis que aparecem e tudo destroem sem que se entenda o real motivo de tamanhas atrocidades; a inteligência humana ao serviço do que de pior existe no nosso planeta; as razões todos as conhecemos, apesar de nos negarmos a entender. É difícil percebermos que o ser humano seja capaz de tanta malvadez só pelo lucro e pelo poder, não é verdade, Jaime? Mas, assim é e por isso, parece-me que seremos vassalos do Diabo, vassalos de loucos que usam a força das armas para atingirem os seus miseráveis objectivos. Festejámos a conquista da nossa liberdade há uns dias, mas, conseguiremos alguma vez ser verdadeiramente livres? Não sei...
Parabéns, Amigo, pelo belo poema que nos leva a reflectir na vida, na sua incerteza, na sua finitude e na importância que lhe devemos dar, valorizando a sua essência.
Um beijinho e saúde, sempre
Emília 🌻🌻
Boa reflexão!
Aproveito para desejar uma boa quarta-feira!
Bjxxx,
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"Vem por aqui” — dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui”!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…"
Ah amigo Jaime que felizes seríamos
de pudéssemos dizer como José Régio," não, não vou por ali ".
Mas talvez não consigamos sair do buraco a tempo de dizer um ai.
Um poema poderoso.
Abraços
Olinda
Boa tarde JP
O poema constrói uma metáfora intensa sobre a condição humana, onde o acaso e a inevitabilidade se entrelaçam.
A imagem do bilhar surge com particular força, traduzindo a ilusão de controlo num jogo já traçado.
Há uma inquietação metafísica que percorre os versos, deixando no leitor um eco de reflexão sobre o destino e as escolhas.
Tempos conturbados, estes...
:)
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