A existência não é senão isto.
Não há quem saiba remar e não há ordem a bordo.
Eclipsaram-se os valentes e ficaram
os fanfarrões sem vergonha no comando.
Os discursos são pórticos inúteis,
alfaias partidas, presságios de péssimas
colheitas.
Ainda assim,
não há saudade das terras longínquas
libertadas,
das sombras que nos espreitavam as falas
nem das prisões arbitrárias
que domesticavam o povo.
Felizmente que os cravos estão vivos
e Maio é um direito e uma voz de quem trabalha.
© Jaime Portela, Maio de 2026
20 comentários:
Lindo poema e que MAIO seja bem vivido e aproveitado! abraços, chica
Olá, amigo Jaime.
De facto é como diz o poema. Muitos fanfarrões a apregoar farófias ao vento. Tentando desdizer a realidade que está à frente dos olhos de todos. Felizmente o cravo está bem vivo e recomenda-se. E o 1º maio é a voz de quem trabalha e não quer ser despojado dos seus direitos.
Excelente poema, caro amigo. Muito oportuno e mordaz.
Gostei bastante.
Deixo os votos de bom fim de semana!
Abraço de amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Jaime,
Ton poème se dresse comme une voix claire
dans le tumulte du monde, lucide, mais jamais éteinte.
Des éclats de vérité jetés à la surface du réel.
Et sous les fissures, on devine encore la lumière
une espérance qui respire entre tes mots.
J'ai adoré très cher poète
Bon week-end
Veronique
Este é um sentimento que também tenho.
Onde estão os homens valorosos de Outrora? E ao mesmo tempo, sem saudades de tempos mais duros, onde o Estado queria controlar ao máximo nossas vidas. Salve o Primeiro de maio.
Boa tarde JP
O poema ergue-se como um retrato lúcido do desencanto contemporâneo, contrastando a desordem presente com a memória de um passado opressivo que não se deseja repetir. Há uma tensão subtil entre a crítica e a esperança, culminando na força simbólica dos cravos, não como nostalgia, mas como afirmação viva de direitos e dignidade.
“Maio” surge, assim, não apenas como memória histórica, mas como voz ativa e necessária.
1º de Maio será sempre o Dia do Trabalhador.
Cumprimentos Poéticos.
:)
Maio é sempre bem vindo
Lindo e profundo poema
Abraço e tudo de bom..
Olá caro Jaime.
É verdade meu amigo poeta.
Bom desabafo "Maio é o nosso direito"
Bom final de semana.
Beijo!
Amigo Jaime, boa dia de sâbado!
Tenha um maio abençoado!
Abraços fraternos
Mais um bonito poema que vim cá conhecer.
Isabel Sá
Brilhos da Moda
Maio tem a tradição
Duma justa liberdade.
Conquistou-a a devoção
No trabalho e na verdade.
... Mas sempre há alguém a criar dificuldades, Né?
Excelente criação, Jaime.
Parabéns, Amigo.
Abraço,
SOL da Esteva
Poema reflexivo sobre o estado da democracia e da sociedade em que se equilibram dois sentimentos: a crítica ao presente, quando o eu lírico por meio de imagens vigorosas descreve a crise de liderança e competência; e a reafirmação da liberdade, quando o eu lírico estabelece um limite claro: a rejeição ao passado autoritário, numa clara alusão ao legado da Revolução dos Cravos.
Poema ser lido e relido e não esquecermos as conquistas do Trabalhador no seu Dia.
Um abraço, caro Jaime!
Por isso, é que maio é maduro, como diz a canção.
Abraço de amizade.
Juvenal Nunes
Felizmente que os cravos estão vivos
...
e Maio é um direito e uma voz de quem trabalha. 👏👏👏😘
Maio, maduro Maio.
Ainda continua a ser assim.
Abraço
"Maio é um direito e uma voz de quem trabalha". É verdade, meu Amigo Jaime, embora haja quem queira ignorar isso e não acredite que os cravos estão vivos. Felizmente.
Excelente e reflexivo poema.
Tudo de bom.
Um beijo.
Maio é nosso e estamos todos (a maioria) juntos.
Um abraço.
Um poema brilhante!
Maio é sim, um direito de todos os que trabalham.
Um grande abraço
Maio pode e deve ser o recomeço de tudo...
Beijos e abraços
Marta
Siempre urge la justicia para quien labora cada día
por eso nunca hay que conformarse con lo mínimo...
Abrazo.
Boa tarde Jaime,
Escapou-me este seu tão belo e oportuno poema!
Nunca maio foi tão importante para ser lembrado e celebrado, perante a cada vez maior precariedade laboral.
O trabalho tem que ser valorizado e os trabalhadores bem remunerados e lembrados.
Beijinhos,
Emília
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