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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Maio é um direito [666]

 


A existência não é senão isto.

Não há quem saiba remar e não há ordem a bordo.

Eclipsaram-se os valentes e ficaram

os fanfarrões sem vergonha no comando.

Os discursos são pórticos inúteis,

alfaias partidas, presságios de péssimas colheitas.

Ainda assim,

não há saudade das terras longínquas libertadas,

das sombras que nos espreitavam as falas

nem das prisões arbitrárias

que domesticavam o povo.

Felizmente que os cravos estão vivos

e Maio é um direito e uma voz de quem trabalha.

 

 

© Jaime Portela, Maio de 2026


20 comentários:

chica disse...

Lindo poema e que MAIO seja bem vivido e aproveitado! abraços, chica

Mário Margaride disse...

Olá, amigo Jaime.
De facto é como diz o poema. Muitos fanfarrões a apregoar farófias ao vento. Tentando desdizer a realidade que está à frente dos olhos de todos. Felizmente o cravo está bem vivo e recomenda-se. E o 1º maio é a voz de quem trabalha e não quer ser despojado dos seus direitos.
Excelente poema, caro amigo. Muito oportuno e mordaz.
Gostei bastante.

Deixo os votos de bom fim de semana!

Abraço de amizade.

Mário Margaride

http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com

Lady aux Secrets de Minuit disse...

Jaime,

Ton poème se dresse comme une voix claire
dans le tumulte du monde, lucide, mais jamais éteinte.
Des éclats de vérité jetés à la surface du réel.
Et sous les fissures, on devine encore la lumière
une espérance qui respire entre tes mots.

J'ai adoré très cher poète
Bon week-end
Veronique

Eduardo Medeiros disse...

Este é um sentimento que também tenho.
Onde estão os homens valorosos de Outrora? E ao mesmo tempo, sem saudades de tempos mais duros, onde o Estado queria controlar ao máximo nossas vidas. Salve o Primeiro de maio.

© Piedade Araújo Sol (Pity) disse...

Boa tarde JP
O poema ergue-se como um retrato lúcido do desencanto contemporâneo, contrastando a desordem presente com a memória de um passado opressivo que não se deseja repetir. Há uma tensão subtil entre a crítica e a esperança, culminando na força simbólica dos cravos, não como nostalgia, mas como afirmação viva de direitos e dignidade.
“Maio” surge, assim, não apenas como memória histórica, mas como voz ativa e necessária.
1º de Maio será sempre o Dia do Trabalhador.
Cumprimentos Poéticos.
:)

Larissa Pereira dos Santos disse...

Maio é sempre bem vindo
Lindo e profundo poema
Abraço e tudo de bom..

Lucia disse...

Olá caro Jaime.
É verdade meu amigo poeta.
Bom desabafo "Maio é o nosso direito"
Bom final de semana.
Beijo!

Roselia Bezerra disse...

Amigo Jaime, boa dia de sâbado!
Tenha um maio abençoado!
Abraços fraternos

Isa Sá disse...

Mais um bonito poema que vim cá conhecer.
Isabel Sá
Brilhos da Moda

SOL da Esteva disse...

Maio tem a tradição
Duma justa liberdade.
Conquistou-a a devoção
No trabalho e na verdade.

... Mas sempre há alguém a criar dificuldades, Né?
Excelente criação, Jaime.
Parabéns, Amigo.

Abraço,
SOL da Esteva



Eros de Passagem disse...

Poema reflexivo sobre o estado da democracia e da sociedade em que se equilibram dois sentimentos: a crítica ao presente, quando o eu lírico por meio de imagens vigorosas descreve a crise de liderança e competência; e a reafirmação da liberdade, quando o eu lírico estabelece um limite claro: a rejeição ao passado autoritário, numa clara alusão ao legado da Revolução dos Cravos.
Poema ser lido e relido e não esquecermos as conquistas do Trabalhador no seu Dia.
Um abraço, caro Jaime!

Juvenal Nunes disse...

Por isso, é que maio é maduro, como diz a canção.
Abraço de amizade.
Juvenal Nunes

Os olhares da Gracinha! disse...

Felizmente que os cravos estão vivos
...
e Maio é um direito e uma voz de quem trabalha. 👏👏👏😘

Pedro Coimbra disse...

Maio, maduro Maio.
Ainda continua a ser assim.
Abraço

Graça Pires disse...

"Maio é um direito e uma voz de quem trabalha". É verdade, meu Amigo Jaime, embora haja quem queira ignorar isso e não acredite que os cravos estão vivos. Felizmente.
Excelente e reflexivo poema.
Tudo de bom.
Um beijo.

brancas nuvens negras disse...

Maio é nosso e estamos todos (a maioria) juntos.
Um abraço.

Maria Rodrigues disse...

Um poema brilhante!
Maio é sim, um direito de todos os que trabalham.
Um grande abraço

Marta Vinhais disse...

Maio pode e deve ser o recomeço de tudo...
Beijos e abraços
Marta

Meulen disse...

Siempre urge la justicia para quien labora cada día
por eso nunca hay que conformarse con lo mínimo...

Abrazo.

Emília Simões disse...

Boa tarde Jaime,
Escapou-me este seu tão belo e oportuno poema!
Nunca maio foi tão importante para ser lembrado e celebrado, perante a cada vez maior precariedade laboral.
O trabalho tem que ser valorizado e os trabalhadores bem remunerados e lembrados.
Beijinhos,
Emília