Que vida temos
quando os outros nos rasgam as vestes?
As fortalezas ficam perigosamente expostas
com os portais escancarados
à mercê de legiões patronais
armadas com as lanças do poder.
As hostes são indisciplinadas, bem sei,
mas ainda há cavaleiros
que sabem fazer tilintar espadas.
A guerra, pacífica, é evidente,
porque não há razão
para aceitar tratados inclinados
para os bolsos dos patrões
e esmolas para dourar
as nuvens negras não compensam.
Na greve,
tudo se resume a resistir ao ataque
para que a exploração mal paga não aumente.
© Jaime Portela, Junho de 2026
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