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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Desporto favorito [680]

 


A atmosfera

de muitos salões de cabeleireiro,

mas não apenas,

está frequentemente embebida

em madeixas de maledicência

sobre ausentes

ou em caracóis de insinuações

sobre terceiros.

 

Apesar das lacas,

das brilhantinas e de outras loções,

não há maior sinal

do despenteado da mente

do que não dizer grosserias

senão a propósito dos outros.

 

Há quem pratique

este desporto intensamente,

mas os vindouros

nunca os celebrarão ocultos

debaixo da sombria opacidade

dos troféus conquistados

com os seus brilharetes de dizer.

 

© Jaime Portela, Agosto de 2026


25 comentários:

chica disse...

Lindo poema e há quem se divirta apenas de falar mal da vida dos outros...Em geral esquecem das suas,rs! abraços, chica

brancas nuvens negras disse...

A futilidade está instalada em muitos lugares.
Boa semana.
Um abraço.

Mário Margaride disse...

Isso é o dia a dia do zé pagode. Dizer mal do parceiro. Gostei deste poema, amigo Jaime. Parabéns! Abraço forte e boa semana.

Mário Margaride

http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com

Meulen disse...

nada de eso es positivo sin dudas
pero somos bien fáciles de desleguarnos , aunque pensemos
que muy correctos somos...
Hay que cuidarse de esas hablantes sin sentido.
Buena semana por allá...

AMALIA disse...

Muy certero y excelente poema.
Feliz semana.
Un abrazo.

Emília Simões disse...

Boa tarde Amigo Jaime,
Um poema que fala da maledicência, da qual fujo a sete pés!
Ela está por toda a tarde, até próximo de lugares sagrados.
Na minha cabeleireira não existe esse tive de conversas, senão há muito que teria deixado de lá ir.
Beijinhos e uma boa semana.
Emília

Lucia disse...

Olá caro Jaime
Seu poema usa a imagem dos salões de cabeleireiro como metáfora para criticar a maledicência e o hábito de falar mal dos outros. O contraste entre o cuidado com a aparência e o “despenteado da mente” mostra que a verdadeira desordem está nas atitudes, não no exterior. O texto sugere que pessoas que constroem sua importância através de fofocas e julgamentos não deixam um legado positivo, pois suas “conquistas” são vazias e passageiras.
Muito bom você está certíssimo.
Boa semana amigo poeta.
Beijo!

Roselia Bezerra disse...

Amigo Jaime, boa noite de paz!
Estou fora de madeixas de maledicências... acontece muito em tais ambientes.
Tenha uma nova semana abençoada!
Abraços fraternos

J.P. Alexander disse...

Profundo poema. Te mando un beso.

Pedro Luso de Carvalho disse...

Olá, amigo Jaime, gostei desse seu poema que me fez
lembrar da grande obra literária de Lawrence Durrell, O Quarteto de Alexandria.
Uma ótima semana, com paz e saúde.
Grande abraço.

Pedro Coimbra disse...

O meu barbeiro na juventude admitia tudo.
Menos críticas ao Futebol Clube do Porto.
Picavam-no e eu ficava de cabeça molhada enquanto ele ia fumar para se acalmar :))))
Um abraço, boa semana

Marta Vinhais disse...

Infelizmente, há pessoas que só vivem disso... a má lingua...
Interessante.
Beijos e abraços
Marta

Silent Movie - ©Theda Bara disse...

The metaphor behind this sport brings more shadows than light.
(ꈍᴗꈍ) Poetic and cinematic greetings.

ematejoca disse...

A metáfora entre os cuidados do salão de beleza e o “despenteado da mente” ilustra perfeitamente como a maledicência desgasta as relações e a própria inteligência.

R.Correia disse...

Um poema mordaz e muito atual, que denuncia com inteligência o hábito da maledicência. Gostei particularmente da metáfora do "despenteado da mente", tão expressiva quanto certeira. Uma reflexão que convida a pensar antes de falar. Parabéns.
Um abraço.

Maria Eduarda disse...

Olá, Jaime!!

Que belo poema.
Infelizmente o mundo está cada vez mais preocupado com mostrar ao invés de ser, e assim a sociedade se torna cada vez mais rasa.

Beijão!
Lumusiando

Ane disse...

Oi, Jaime! Como vai? Por aqui também acontece isso....
A humanidade adora uma maledicência.
Um abraço!

Sonya Muylaert disse...

Boa noite, Jaime, e como isso acontece. Não precisa nem ir ao cabelereiro. Eu tive que fechar meus blogs, e praticamente a página no recanto por assédio moral, por ter lutado por meus direitos. As pessoas creem que podem usurpar o que não é seu e ficar por isso mesmo. Lutei por meus direitos. Em parte, venci; em parte perdi, porque este senhor está fazendo da minha vida um inferno. Por isso estou de blog novo e usando o meu sobrenome do meio. Creio que assim ele não me achará. Luz e paz. Uma ótima noite. Abs

Os olhares da Gracinha! disse...

As pessoas são provocadoras e perderam o bom senso e a delicadeza da convivência! Mal amadas e invejosas com a possibilidade de recorrer às redes sociais para magoar!
👏😘

Lúcia Silva Poetisa do Sertão disse...

Belíssimo poema! São nas barbearias, salões de beleza e casas de manicures que acontecem fofocas e resenhas, umas boas outras nem tanto.
Beijos!

Duarte disse...

Jaime, não se pode abordar o tema com mais clase daquele que tão bem expressas.
Há quem se dedica a isso e sem despentear-se. Mas nesses sitios também se corta muito bacalhau.
As redes sociais fizeram tudo mais fácil: chegará um control?
Grande abraço e tudo de bom

Mário Margaride disse...


Boa noite, amigo Jaime.
Passando por aqui, para desejar um bom fim de semana, com tudo de bom.

Abraço de amizade.

Mário Margaride

http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com

Tais Luso de Carvalho disse...

Olá, amigo Jaime, Deus que me livre uma cabelereira assim,
corro como o Diabo da cruz! 😄😅
A minha é educadinha e de poucas palavras, se concentra no que está fazendo e pronto, muito simpática. A gente conhece esse tipo de pessoa, que existe em salões de beleza, não há dúvida.
Gostei do poema, um tema sempre atual, e não só em cabelereiras...
Um feliz domingo, amigo,
Bjsss.

Isa Sá disse...

Mais um bonito poema que vim cá conhecer. Aproveito para desejar uma ótima semana!
Isabel Sá
Brilhos da Moda

Ingrid Zetterberg disse...

Estimado Jaime, que fea es esa costumbre que tienen algunas personas, sobre todo las mujeres, de estar hablando mal de los demás, y contando chismes, se olvidan que ellos también tienen defectos. Un gusto pasar por tu realista poema, disculpa la tardanza en responder, pero yo estoy muy ocupada en foros poéticos que me absorben mucho tiempo. Un abrazo grande.