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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Quando se falha [684]

 


Quando se falha,

não adianta gritar como a gaivota

quando deixa escapar o peixe

que já tinha no bico.

E nada resolve o assombro

de não ter previsto o fracasso

e pensar que houve alguma raposa ladina

a chegar primeiro.

Será melhor perguntarmo-nos

o que predizia o sucesso.

Haveria a energia certa dos triunfadores,

com o céu limpo sem ventos,

ou a lucidez pálida de um tempo agreste?

Mas, quando se falha,

há sempre um búzio sem mar

e sem um rasto de som nas espiras.

 

© Jaime Portela, Agosto de 2026


16 comentários:

chica disse...

Linda poesia e quando falhamos, devemos epensar como agir antes de recomeçr! abraços, ótimo SETEMBRO que quase chegando está! chica

Duarte disse...

O teu belo poema levou-me por momentos a Angeiras, ao recordar aquela gaivota que perdeu o isco.
Esse movimento helicoidal das ondas ou dos voos...
Abraço de vida

Luiz Gomes disse...

Boa tarde meu querido amigo e poeta Jaime. Obrigado pela visita e comentário. Não sou muito bom, interpretar poesias. Que nunca lhe falte, inspiração. Uma excelente tarde de segunda-feira, para você e todos os seus familiares em Portugal e um grande abraço do seu amigo carioca.

Pedro Coimbra disse...

A introspecção e an auto avaliação são tão complicadas!!!
Abraço, boa semana

Teresa Isabel SIlva disse...

Fabulosa reflexão!
Aproveito para desejar uma boa semana!

Bjxxx,
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Mona Lisa disse...



Soberbo poema que mostra o fracasso como silêncio e convite à lucidez, sem culpas nem dramatismos.

Beijinho e ótima semana, Jaime.😘

Roselia Bezerra disse...

Amigo Jaime, boa tardinha de paz!
Os desencontros servem para nos ensinar a acertar no alvo daqui para frente.
Tenha uma nova semana abençoada!
Abraços fraternos

São disse...

Verdade.

Falhar é humano , mas sempre muito desagradável. Simplesmente, o que se pode fazer é tentar perceber o motivo.

Abraço, meu amigo, boa semana :)

AMALIA disse...

Fantástico poema. Muy bueno e interesante.
Un abrazo.
Feliz semana.

ematejoca disse...

Que belo e melancólico fragmento de prosa poética.
O poema reflete com profundidade sobre a frustração, a autoanálise e a solidão que acompanham o fracasso.

Não sou somente uma admiradora da sua POESIA, Jaime, como também dos comentários que escreve no EMATEJOCA AZUL. Agradeço profundamente pela leitura atenta, sensível e precisa. O Jaime captou exactamente a medula da reflexão: a materialização física da opressão e a armadilha do ruído contemporâneo.

Marisa Alonso Santamaría disse...

Qué bonito lo que escribes, Jaime.
Un abrazo.

Adriana Helena disse...

É realmente m poema que nos põe a refletir!
É fabuloso!
Obrigada Jaime!

Lucimar da Silva Moreira disse...

Jairo boa tarde, um texto profundo e muito simbólico. A comparação entre o fracasso e a gaivota que perde o peixe nos faz refletir que, mais importante que lamentar a queda, é compreender o que poderia ter levado ao sucesso. Jarro abraços.

J.P. Alexander disse...

Profundo poema. Te mando un beso.

Lucia disse...

Olá caro Jaime.
Um belo poema para se refletir.
Muito bom meu amigo poeta.
Boa semana.
Beijo!

Tais Luso de Carvalho disse...

Olá, amigo Jaime, falhamos e vamos falhar sempre, mas...sempre tem um "mas" que haveremos de recomeçar, de pegar o fio perdido, de ir a luta, de recomeçar com a garra que não tivemos, e quem sabe, dominaremos as pontas perdidas, sem dúvida.
Um belo poema para reflexão, amigo!
Excelente, uma ótima semana, com muita paz e saúde sempre.
Bjossss.