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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Há pequenezas [683]

 


Há pequenezas,

frequentes na vida,

inutilidades do comum dos mortais

e do político vulgar,

tal como fazer uma piscina sem licença

ou receber avenças a governar,

que são poalhas

que terminam em feições

apagadas e caricatas

na torpeza e na desonra da vida.

À poeira da procissão

somam-se jovens névoas no horizonte,

a escurecer de exames,

fragatas, incêndios,

habitação e saúde,

e as zagaias cintilam

cada vez mais perto,

à distância

de um quarteirão de coragem.

 

© Jaime Portela, Agosto de 2026


41 comentários:

Luiz Gomes disse...

Boa tarde meu querido amigo Jaime. Obrigado pela visita e comentário. Não sou muito bom e interpretação de poesia. Uma excelente tarde de segunda-feira, para você e todos os seus familiares em Portugal e um grande abraço do seu amigo carioca.

chica disse...

De pequeneza em pequeneza, alguns políticos fazem GRANDES construções e tesouros para ELES! abraços, chica

ematejoca disse...

Este poema apresenta uma crítica política e social densa, metafórica e de tom marcadamente literário.
Abraço de Düsseldorf, onde o sol espreita timidamente, sem sinal de chuva.

São disse...

E onde se quedou a coragem ??

Parece que a única coisa a incomodar o povo português é a arbitragem futebolística, infelizmente.

Abraço, caro Jaime, boa semana !

Lucimar da Silva Moreira disse...

Jaime bom dia, um poema que retrata bem como as pequenezas viram grande desonra, Jaime abraços.

chocolat noir disse...

pour te souhaiter un bon début de semaine - Bisous

Pedro Coimbra disse...

Qualquer semelhança com a actualidade não terá sido mera coincidência.
Abraço, boa semana

AMALIA disse...

Un poema muy bueno y reflexivo.
Te deseo una excelente semana.
Un abrazo.

Mona Lisa disse...

O teu magnifico poema contrapõe pequenos gestos pouco éticos a problemas maiores da vida pública, sugerindo apenas que falta coragem para enfrentar o essencial.
Um poema muito a meu agrado.

Beijinho e ótima semana, Jaime.😘

https://pensandoemfamilia2.blogspot.com/ disse...

Assim vamos seguindo e com a poética espalhando o que nos aflige. Abraços Norma
Deixo o link da minha nova postagem.

https://pensandoemfamilia.com.br/poesia/um-peso-antigo/

Marisa Alonso Santamaría disse...

Es que todo va sumando y al final pueden explotar. Un poema para reflexionar.
Un abrazo, Jaime.
Te invito a visitar mi espacio, sigo con problemas con las actualizaciones.
Feliz día.

Lucia disse...

Olá caro Jaime
Um poema que mostra como a corrupção e a desonestidade, mesmo quando parecem pequenas, não podem ser tratadas como algo normal. Quem usa o poder para benefício próprio não merece confiança nem crédito, porque acaba por prejudicar toda a sociedade.
Muito bom meu amigo poeta
Boa semana.
Beijo!

chocolat noir disse...

🌹Bonne soirée🌜 douce nuit gros bisous

Emília Simões disse...

Boa noite Jaime,
Um poema magnífico, que põe a nu toda pobreza política e indiferença da sociedade em geral, perante tanta inoperância.
E assim vamos navegando neste barco à deriva.
Um beijinho e uma boa semana.
Emília

VILMA ORZARI PIVA disse...

Boa noite, poeta Jaime,
Tua poesia trás essa crítica politica e social que muito bem serve para o meu Brasil, onde políticos se fartam do dinheiro publico enquanto o povo vê somente migalhas.
Parabéns! Bravos!!
Tenhas uma feliz semana.
Beijos.

J.P. Alexander disse...

Profundo poema. Uno vive por las pequeñas cosas. Te mando un beso.

Tais Luso de Carvalho disse...

Olá, querido poeta Jaime, políticos...ah, amigo, chega um tempo que a gente cansa deles, perde a esperança, enjoa... sempre a mesma coisa, poucos são aqueles que podemos dizer esse é bom, trabalha para o bem do povo, têm ética, é corajoso e seu passado é limpo. Mas poucos, né Jaime! Conta aí nos dedos...
Aqui estamos com eleições em outubro eh... sim, nada de novo, amigo.
Uma ótima semana, aplausos para o excelente poema!
Bjs.

Silent Movie - ©Theda Bara disse...

These small, useless things of everyday life have no price or value, because they are exchanged daily and add nothing to the lives of sincere people who don't sell themselves for thirty pieces of gold or for hearsay.
(ꈍᴗꈍ) Poetic and cinematic greetings.

Roselia Bezerra disse...

Amigo Jaime, boa noite de paz!
Aqui também vivemos farsas e revelações drásticas que toda população já sabe e finge não ver.
Tenha dias abençoados!
Abraços fraternos

Eduardo Medeiros disse...

Grande poema!
Essas pequenezas habitam nosso meio e ninguém está livre delas. Aos de mais consciência, ela pesa na consciência, de outros, são modus operandi.

abraços

Teresa Isabel SIlva disse...

Infelizmente parece que muitas pessoas gostam de pequenezas e nem tentam mudar isso!

Bjxxx,
Pinterest | Instagram | Blog | Gostaria de te convidar a participar no meu questionário de consulta e satisfação aqui

TORO SALVAJE disse...

Hoy en día la gente no protesta... lo soportan todo como si fueran esclavos y los políticos hacen lo que les da la gana.

Isa Sá disse...

É o que temos neste país.
Isabel Sá
Brilhos da Moda

Marta Vinhais disse...

A coragem parece já não existir...assiste-se a tudo calados.
Brilhante.
Beijos e abraços
Marta

Janita disse...

E a rimar vai o Jaime contando as realidades do nosso pequeno burgo!
Parabéns!
Abraço!

Mário Margaride disse...

Olá, amigo Jaime.
Estes comportamentos são dos políticos, ao contrário do que o Zé pagode pensa, são o pão nosso de cada dia. O problema, é que a justiça está moldurada á medida deles. Não é por acaso que é feita pelos próprios. Ou seja: na Assembleia da República.
Excelente poema. Gostei bastante.

Abraço e ótima semana.

Mário Margaride

Adriana Helena disse...

As pequenezas da vida estão em toda parte, e afetam sobretudo o mar da Política...
Já ando entristecida porque por aqui começou o embate político que durará até Outubro, é um longo caminho de pequenezas que teremos que ouvir até lá!!!
Excelente poema Jaime, desejo-lhe também uma ótima semana!!!

brancas nuvens negras disse...

Que desencanto, este tempo e esta gente.
Boa semana.
Um abraço.

Gil disse...

Los políticos no ganan elecciones por sí solos. Los votantes les damos nuestro voto. Me pregunto entonces. De quien es la culpa?
Un poema profundo. Un abrazo, Jaime.

Larissa Pereira dos Santos disse...

Olá Jaime
Faz poema como ninguém
Obrigada por compartilhar conosco
Essa poesia tão verdadeira em seu sentido
Abraços

lis disse...

E por aqui o blá blá blá Jaime , já começou _vamos ter que aturar até outubro uma rotina de miudezas , atitudes mesquinhas ,uma verdadeira baixaria entre os que anseiam governar .E o povo assiste na maioria das vezes,. aplaudindo. Aí temos que considerar. _ merecem esse Brasil ! E assim, vamos .
Um abraço, meu amigo.

Sonya Azevedo disse...

Bom dia, Mario. Excelente poesia mostrando que as pequenas gotas de chuva far-se-ão em um enorme alagadiço. O Brasil está quebrado devido aos anos de gotículas! Hoje um buraco sem fundo! Muita luz e paz. Abs

Jaime Portela disse...

Sonya, onde foi buscar o Mário? O meu nome á Jaime.
Obrigado pelo seu comentário.
Um abraço.

RÔ - MEU DIÁRIO disse...

Oi, tudo bem? Tô sem tempo, mas não para desejar sorte e torcer pelos amigos.
Bjs!!!!

Os olhares da Gracinha! disse...

A coragem é essencial! 👏👏👏😘

chocolat noir disse...

🌻🌼Bonjour de passage sur ta jolie page pour te souhaiter une belle journée 🌻🌼-

SOL da Esteva disse...

A realidade é facto consumado, Jaime. A Poesia de intervenção é o grito do Poeta que é gente sensível que sente de modo particular as vivências do Povo que somos.
Parabéns, Amigo.



Abraço,
SOL da Esteva

Mário Margaride disse...

Olá, amigo Jaime.
Passando por aqui, para desejar um bom fim de semana, com tudo de bom.
Abraço de amizade.

Mário Margaride

http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com

Graça Pires disse...

Sinto vergonha...
Tudo de bom.
Um beijo.

Olavo Marques disse...

Olá talentoso Jaime! Um retrato duro, mas infelizmente muito realista da nossa atualidade. Parabéns por esta poesia extremamente necessária! Um abraço!

Adipraa disse...

Um poema forte e muito reflexivo, com uma crítica subtil, mas bastante certeira, sobre a sociedade e a política. Gostei especialmente da forma como pequenas “pequenezas” do quotidiano acabam por revelar problemas muito maiores. As imagens da poeira, da névoa e das zagaias criam uma atmosfera inquietante e fazem pensar. Uma leitura que fica na cabeça mesmo depois de terminar. Parabéns pelo texto!