Deixa-me rir,
tu não querias que eu chorasse.
Vi-te nas ruas e no metro de Paris,
(com licença, meus amigos,
mas para a guerra não vou),
num piano aos oito anos,
à guitarra
a olhar para a tua amora morena
no lado errado da noite.
No ninho das águias
disseste a missa dos pássaros
e vi-te frágil quando dizias
encosta-te a mim.
Deste mais de 70 voltas ao sol
na terra dos sonhos
e não foste um homem invisível.
A gente vai continuar
à espera do fim
depois da tua viagem
na palma da mão.
Até lá, dá-me lume,
para ver bem o caminho
até à minha senhora solidão.
Deixa-me rir,
tu não querias que eu chorasse.
© Jaime Portela, Setembro de 2026
Poema em homenagem a Jorge Palma (Lisboa, 4 de junho de 1950 – 21 de setembro de 2026) foi um músico, cantor, poeta e compositor português.
8 comentários:
Melancólico poema. Te mando un beso.
Primeira notícia que ouvi ontem logo pela manhã.
Que repouse em paz.
Um abraço
Associo-me à homenagem.
Um abraço.
Poesia e homenagem lindas!
abraços, chica
Un testo molto originale, e di bella lettura, gradito e apprezzato.
Buona giornata
Que delicadeza Jaime... obrigada 👏😘
Um brilhante poema ao Grande Jorge Palma.
Abraços
Uma belíssima homenagem!
Um beijo, meu amigo
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