Somente o peso do
dever
arrisca estrangular
a vaga libertária que
há em ti,
indecisa.
É a nudez da leveza
que te seduz
na procura de traições
numa rotina de
caprichos redutores
vestidos de fogo
em ombros despidos,
na razão esmagada pelo
prazer
como alguém sufocado
pelo vício.
Esgravatas equilíbrios
que desvendas na deusa
e na prostituta que há
dentro de ti,
na existência
amealhada
em inventários
impossíveis,
na procura de
essências que viveste,
sem as viveres,
para saberes viver
como sabes.
Ou então, minha amiga,
sabes, sentes e vives,
e eu é que estou
estrangulado,
corrompido ou viciado na existência
de prostitutas e
deusas.
© Jaime Portela, Julho de 2018