Tens
no olhar
a
flor do verde pinho inteligente
e a
mãe da cobiça
na
beleza de Afrodite.
No
teu andar,
a
crescer mas ainda miudinho,
vejo
a guitarra
que
no meu colo nina
e a
vespa sem ferrão
de
cintura em duas mãos.
Ouço
o anjo de sorriso divinal
no
teu falar
e em
cada aprendizagem soletrada
há
uma carícia embebida.
E
há, nos teus gestos de menina,
beijos
de harpas dengosas
que
me desgrenham
o
ser e a razão.
Agora,
contigo, nada mais vejo.
© Jaime Portela, Março de 2019